sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Duarte Leite assinou o Acordo Ortográfico de 1931, entre Brasil e Portugal

                                               
                                          ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1931
 
Duarte Leite assinou o Acordo Ortográfico de 1931, entre Brasil e Portugal
                       em representação da Academia das Ciências de Lisboa
 
Oficializado pelo Decreto 20108/31 | Decreto no 20.108, de 22 de julho de 1931 / Brasil

Em 1931:
 
Brasil e Portugal aprovaram o primeiro Acordo Ortográfico, que levou em conta as propostas de Gonçalves Viana. (Aniceto dos Reis Gonçalves Viana – Linguista Português)

Transcrição parcial:
De conformidade com o que votou em 1907, e examinando as modificações e ampliações que, em 1911, constituiram a ortografia oficial portuguesa, a Academia Brasileira de Letras resolveu aceitar o acordo que se segue, dentro das novas alterações constantes das bases juntas e dele fazendo parte integrante - 30 de abril de 1931.

A Academia das Ciências de Lisboa, pelo seu representante, Sua Excelência o Senhor Embaixador Duarte Leite, e a Academia Brasileira de Letras, pelo seu Presidente, Fernando Magalhães, firmam o acordo ortográfico nos seguintes termos:

1º - A Academia. Brasileira aceita a ortografia oficialmente adotada em Portugal com as modificações por ela propostas e constantes das bases juntas, que deste acordo fazem parte integrante;

2º - A Academia das Ciências de Lisboa aceita as modificações propostas pela Academia Brasileira de Letras e constantes das referidas bases;

3º - As duas Academias examinarão em comum as dúvidas que de futuro se suscitarem quanto à ortografia da língua portuguesa;

4º - As duas Academias obrigam-se a empregar esforços junto aos respectivos Governos, afim de, em harmonia com os termos do presente acordo, ser decretada nos dois países a ortografia nacional.

BASES DO ACORDO ORTOGRAFICO ENTRE A ACADEMIA DAS CIÊNCIAS DE LISBOA E A ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS

Para conhecer as alterações ortográficas, acordadas, em 1931, entre o Brasil e Portugal, consulte o site:

Relativamente à procedência da imagem, que documenta este texto, esta é uma adaptação parcial da imagem existente no site:
http://arca.imagina.pt/manuais/comunicar_com_simbolos/Manual.pdf  
- Um manual sob o titulo: Comunicar com Símbolos – Manual de Utilização”, reportando-se à 1ª Edição Portuguesa (segundo as normas do Acordo Ortográfico de 1990, com entrada em vigor a partir de Janeiro de 2009). Edição de IMAGINA, www.imagina.pt

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Embaixador Dr Duarte Leite, redige interessante telegrama

Embaixador, Dr. Duarte Leite, (notável diplomata), redige interessante telegrama!

 

Em Setembro de 1920, o rei da Bélgica, Alberto I, foi ao Brasil em visita oficial, a convite do presidente brasileiro, Dr. Epitácio Pessoa.


Telegrama resposta, de Dr. Duarte Leite, ao Sr. Dr. António José de Almeida, ilustre Presidente da Republica Portuguesa, sobre o protocolo do Rei Alberto I, da Bélgica, no Brasil, alude aos vários banhos, deste, no mar de Copacana…

 

Em,  A Biblioteca Virtual de Literatura, link seguinte:


Capítulo XC, pode ler-se:


(Transcrição)
XC

“CONSEQUÊNCIAS DO PROTOCOLO

A vida boêmia levada no Rio de Janeiro por Sua Majestade o Rei Alberto não tem sido um obstáculo, apenas, à pratica do protocolo organizado pelo Sr. Ministro das Relações Exteriores. Homem simples, democrata, identificado com as camadas populares do seu reino, o monarca dos belgas tem revolucionado as praxes aristocráticas estabelecidas pelo governo, e influído, mesmo, nas nossas relações internacionais.

Ainda ontem chegou ao Itamarati, oficialmente, a notícia dessa influencia, que se foi refletir, de modo lamentável, fora do continente. Como toda gente sabe, era pensamento do Sr. Dr. António José de Almeida, ilustre Presidente da Republica Portuguesa, vir ao Brasil, pagando, assim, em nome dos seus concidadãos, a visita que lhe fez, de regresso da França, o Sr. Dr. Epitácio Pessoa. Com a iniciativa de S. M. o Rei da Bélgica, vindo ao Rio de janeiro, mais se acentuou no eminente estadista português o desejo de visitar-nos, e de tal forma que, há três dias. recebia o Sr. Dr. Duarte Leite, embaixador de Portugal, um telegrama do seu governo, indagando qual havia sido aqui, o protocolo a que se submetera o rei Alberto. Solícito, o notável diplomata respondeu, de pronto, como era do seu dever.

- "No primeiro dia - explicou S. Ex., em telegrama, - o Rei visitou o Presidente da Republica, e jantou em palácio; no segundo, tomou banho na praia de Copacabana, e visitou o Congresso; no terceiro, recebeu a sociedade brasileira, e tomou banho em Copacabana; no quarto, tomou banho em Copacabana, e passou em revista as tropas de terra e mar; no quinto, recebeu as saudações das associações literárias e científicas, e tomou banho em Copacabana. E assim por diante."

A resposta do Presidente de Portugal não se fez esperar. Vinte e quatro horas depois recebia o Dr. Duarte Leite o seguinte telegrama do Dr. Antônio José de Almeida:

- "Impossibilitado satisfazer exigências protocolo, desmanchei viagem".

O governo brasileiro foi informado, realmente, de que o Sr. Dr. Antônio José de Almeida tem andado com febres.””

domingo, 28 de outubro de 2012


Dr. Duarte Leite – Chegada ao Rio de Janeiro

1915
 
I Parte

Dados de Imagem e de Texto, obtidos do site:


Da chegada ao Brasil, foi feito um filme documentário, sob o título: “Chegada ao Rio do Dr. Duarte Leite – Embaixador Português”,  pelo operador cinematográfico. Alberto Botelho, cuja estreia ocorreu, em 18-04-1916, no Cinema ÍRIS, cidade de São Paulo, (como consta da imagem e link acima).

Nota: O ano de 1916, que consta na ficha deste filme, é o ano da conclusão e da exibição desse filme documentário, porquanto, a chegada ocorreu em 1915.

 II Parte


Quanto  ao filme documentário, tema em apreciação, através do Link que antecede, foi possível, obter os seguintes dados de tal filme:

CHEGADA AO RIO DO DR. DUARTE LEITE, EMBAIXADOR PORTUGUÊS

Filme desaparecido (?!)

Categorias:  - Curta-metragem / Silencioso / Não ficção
Material original:  - 35mm, BP, 16q
Data e local de produção
Ano: 1916
País: BR
Circuito exibidor:  - Exibido no Íris, São Paulo, em 18.04.1916.

Gênero  - Documentário

Termos descritores:  - Diplomacia; PT

Distribuição
Companhia(s) distribuidora(s):  - Companhia Cinematográfica Brasileira

Fotografia
Operador:  - Botelho, Alberto

Identidades/elenco:  - Leite, Duarte
Conteúdo examinado: N
Fontes utilizadas:
JCB/OESP
Observações:
Segundo a fonte, o operador é provavelmente o indicado
_____________

Nota do autor deste blogue:

- Lamenta-se que tal filme documentário, (titulo acima), tenha desaparecido.(?!)
- Se alguma pessoa souber da sua existência, nalgum lugar, confirmado, agradeço que me comuniquem, via e-mail, para: meinedo.jfpereira@gmail.com

sábado, 27 de outubro de 2012

Dr. Duarte Leite - Nomeado Embaixador, parte para o Brasil



 
Dr. Duarte Leite – Primeiro Embaixador da República Portuguesa,

no Brasil, (Rio de Janeiro) 

 

(Nomeado em 1914 - Embarcou a 25 de Novembro)

Numa das publicações do Centro de Estudos do Pensamento Político, pode ler-se, (texto realçado a fundo amarelo), na cronologia, do link / site, que antecede, referente ao mês de Novembro de 1914:

“ANO 1914
(…)

(…)

NACIONAL

Novembro 
5 Novos embarques para áfrica em 5 de Novembro, 1, 3 e 10 de Dezembro.
21 Congelamento das rendas de casa dos prédios urbanos pelo Decreto nº 1 079.
23 Governo é autorizado pelo Congresso a intervir na guerra, numa reunião extraordinária do Congresso. Lei nº 283 publicada no dia seguinte.
25 Redução dos custos de armazenagem dos géneros alimentícios no porto de Lisboa
- Parte para o Brasil Duarte Leite, o primeiro embaixador formal da República no Rio de Janeiro.
29 Carta de Afonso Costa a João Chagas: eu tenho reclamado um governo patriótico, nacional em que os partidos se responsabilizem, solidarizem e concentrem, com um programa de ir à Guerra europeia (e consequente beligerância imediata) e de enérgica defesa republicana, um governo que até não deveria integrar nenhum dos chefes republicanos. Reconhece também que os dois grupos (evolucionistas e unionistas), agora, odeiam-se mortalmente … um só pensa em acabar com o outro, em fazer aproximações connosco que lhe permitam pôr a pão e laranja, nas próximas eleições o concorrente que não serviu para aliado
30 Instaurada a censura sobre assuntos militares”

Nota: Em 1914 - Tempo de viagem, entre Lisboa e o Rio de Janeiro, em navio a vapor da época, pressupõe-se serem necessários, cerca de três meses. Assim, a previsão da chegada do Dr. Duarte Leite, ao Brasil, terá ocorrido, o mais tardar, em Fevereiro de 1915 (?). (Corrijam-me, quem souber).

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Dr. Duarte Leite - O Professor Catedrático


Imagem: - Frontaria da Universidade do Porto


 

 
 
Dr. Duarte Leite - O Professor Catedrático
 
A Academia Politécnica do Porto, funcionou no edifício, da Universidade do Porto, (imagem acima, da frontaria da Universidade do Porto), com esta denominação, desde 1837 até 1911.
 
O Professor Dr. Duarte Leite Pereira da Silva, leccionou na então Academia Politécnica do Porto, no ano lectivo de 1889/1890, o décimo terceiro ano, de Astronomia e Geodesia, (que as imagens 1 e 2, documentam), entre outras disciplinas, nomeadamente a Geometria Descritiva e Projectiva, e em outros anos lectivos...
 
           Formou-se na Universidade de Coimbra em 1885, nas Faculdades de Matemática e Filosofia, com a tese Integração das diferenciais algébricas, licenciando-se em Matemática em 1886.
 
             Nesse mesmo ano, (1886), entrou para o corpo docente da Academia Politécnica do Porto, onde regeu, durante vinte e cinco anos, até 1911, as cadeiras de Geometria Descritiva e Projectiva, Astronomia, Geodesia, Topografia e Mecânica Racional. (Conforme consta da sua biografia, já publicada neste blogue).
 
            Em 1889/1890, o Dr. Duarte Leite, residia na então Rua de S. Lázaro, nº.118, que é a actual Avenida Rodrigues de Freitas, no Porto. Naquele local, actualmente, não existe aquele número 118, porquanto, o edifício ali existente, é uma construção do século XX.

 

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

República Portuguesa - Centésimo Segundo Aniversário, 1910-2012






O Professor, o Estadista, o Embaixador...”, é um blogue, dedicado ao Professor Dr. Duarte Leite Pereira da Silva, um dos estadistas republicanos pioneiros e obreiros da Implantação da República em Portugal.

Nesta publicação especial, com caricaturas daquele antiquíssimo feito, aclamamos, todos os republicanos portugueses, de todos os tempos, pelo Centésimo Segundo Aniversário, da República Portuguesa, que hoje se celebram.
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 Definições:
República

Definições:
(latim respublica, domínio do Estado, a coisa pública, governo, administração pública)
s. f.

1. Coisa pública; governo do interesse de todos (independentemente da forma de governo).

2. Forma de governo em que o povo exerce a soberania, por intermédio de delegados eleitos por ele e por um certo tempo.

3. Estado que adoptou .adotou.adotou essa forma de governo.



terça-feira, 2 de outubro de 2012

Solar "Casa de Vila Pouca" - Meinedo, Lousada


O Solar da “Casa de Vila Pouca” – Meinedo, Lousada, (em seis fotos)

 
TRASEIRAS - Foto do Solar da Casa de Vila Pouca
Meinedo, 1962

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Seguem-se "FRENTES" - (Fotos 5) - Imagens parciais do Solar da Casa de Vila Pouca
Meinedo, 2007 
1
 

 

3
 
 
5


O Solar da “Casa de Vila Pouca” – Meinedo, Lousada, (texto)
 
Aqui morou, o Professor Dr. Duarte Leite Pereira da Silva e esposa, Maria Eulália Falcão Leite, casa onde esta nasceu e faleceu, que havia pertencido aos seus pais. (Imagens acima publicadas).
De início, apresento um antigo foto, que é do Verão de 1962, onde se vê o aspecto que apresentava então, as traseiras do edifício, em apreciação, conforme descrições no texto abaixo descrito.
Os cinco fotos posteriores, acima representados, são de 09/09/2007, documentam as duas fachadas exteriores principais, frentes geminadas, do solar denominado,  “Casa de Vila Pouca”, localizado em Meinedo - Lousada.
Tais fachadas, geometricamente, apresentam a forma de “L” invertido.  A fachada maior tem oito janelas e a fachada menor tem quatro janelas, com uma porta de serviço, no centro de ambas, dotada de pátio e de escadaria, que dava acesso ao Terreiro da Tílias.
           Nessa escadaria, actualmente vêm-se, as grades de ferro que a ladeiam, mas antigamente não se viam, pois estavam revestidas de arbustos de buxo, sempre bem cuidados pelo jardineiro, que os podava amiúde, de modo que, o topo dos mesmos, apresentava uma forma arredondada. No primeiro degrau, rente ao solo, em ambas as extremidades, existia um “limpa solas do calçado”, em chapa, posição vertical côncava, cravada no degrau.
No piso de baixo:
- Na fachada maior, junto ao solo, mais ou menos ao centro, vê-se um arbusto…  Aí, por detrás deste, existe uma porta cuja funcionalidade era apenas um acesso cómodo e rápido à adega (com lagares, prensa e tonéis de grande capacidades) e era por aquela porta que entravam as uvas directamente para o ralador de uvas, inicialmente manual, posicionado sobre um dos lagares.
- Na fachada menor, a porta que se vê do lado esquerdo da escadaria, a nível do rés-do-chão, dava acesso ao sector da “chauffage”, sistema de aquecimento central, que consumia carvão mineral. Do mesmo modo, do lado direito, eram as tulhas, onde era armazenado o milho e outros cereais, provenientes das rendas, pagas pelos caseiros rendeiros.
Esta construção, de data desconhecida, é do século XIX, ou anterior.
          Noutros tempos, (Anos 40 e seg.tes, Séc. XX), as paredes, deste solar, estavam rebocadas e a cor predominante, da sua pintura, era o amarelo. Daí, também ser conhecida, a Casa de Vila Pouca, pela Casa Amarela.