sábado, 27 de outubro de 2012

Dr. Duarte Leite - Nomeado Embaixador, parte para o Brasil



 
Dr. Duarte Leite – Primeiro Embaixador da República Portuguesa,

no Brasil, (Rio de Janeiro) 

 

(Nomeado em 1914 - Embarcou a 25 de Novembro)

Numa das publicações do Centro de Estudos do Pensamento Político, pode ler-se, (texto realçado a fundo amarelo), na cronologia, do link / site, que antecede, referente ao mês de Novembro de 1914:

“ANO 1914
(…)

(…)

NACIONAL

Novembro 
5 Novos embarques para áfrica em 5 de Novembro, 1, 3 e 10 de Dezembro.
21 Congelamento das rendas de casa dos prédios urbanos pelo Decreto nº 1 079.
23 Governo é autorizado pelo Congresso a intervir na guerra, numa reunião extraordinária do Congresso. Lei nº 283 publicada no dia seguinte.
25 Redução dos custos de armazenagem dos géneros alimentícios no porto de Lisboa
- Parte para o Brasil Duarte Leite, o primeiro embaixador formal da República no Rio de Janeiro.
29 Carta de Afonso Costa a João Chagas: eu tenho reclamado um governo patriótico, nacional em que os partidos se responsabilizem, solidarizem e concentrem, com um programa de ir à Guerra europeia (e consequente beligerância imediata) e de enérgica defesa republicana, um governo que até não deveria integrar nenhum dos chefes republicanos. Reconhece também que os dois grupos (evolucionistas e unionistas), agora, odeiam-se mortalmente … um só pensa em acabar com o outro, em fazer aproximações connosco que lhe permitam pôr a pão e laranja, nas próximas eleições o concorrente que não serviu para aliado
30 Instaurada a censura sobre assuntos militares”

Nota: Em 1914 - Tempo de viagem, entre Lisboa e o Rio de Janeiro, em navio a vapor da época, pressupõe-se serem necessários, cerca de três meses. Assim, a previsão da chegada do Dr. Duarte Leite, ao Brasil, terá ocorrido, o mais tardar, em Fevereiro de 1915 (?). (Corrijam-me, quem souber).

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Dr. Duarte Leite - O Professor Catedrático


Imagem: - Frontaria da Universidade do Porto


 

 
 
Dr. Duarte Leite - O Professor Catedrático
 
A Academia Politécnica do Porto, funcionou no edifício, da Universidade do Porto, (imagem acima, da frontaria da Universidade do Porto), com esta denominação, desde 1837 até 1911.
 
O Professor Dr. Duarte Leite Pereira da Silva, leccionou na então Academia Politécnica do Porto, no ano lectivo de 1889/1890, o décimo terceiro ano, de Astronomia e Geodesia, (que as imagens 1 e 2, documentam), entre outras disciplinas, nomeadamente a Geometria Descritiva e Projectiva, e em outros anos lectivos...
 
           Formou-se na Universidade de Coimbra em 1885, nas Faculdades de Matemática e Filosofia, com a tese Integração das diferenciais algébricas, licenciando-se em Matemática em 1886.
 
             Nesse mesmo ano, (1886), entrou para o corpo docente da Academia Politécnica do Porto, onde regeu, durante vinte e cinco anos, até 1911, as cadeiras de Geometria Descritiva e Projectiva, Astronomia, Geodesia, Topografia e Mecânica Racional. (Conforme consta da sua biografia, já publicada neste blogue).
 
            Em 1889/1890, o Dr. Duarte Leite, residia na então Rua de S. Lázaro, nº.118, que é a actual Avenida Rodrigues de Freitas, no Porto. Naquele local, actualmente, não existe aquele número 118, porquanto, o edifício ali existente, é uma construção do século XX.

 

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

República Portuguesa - Centésimo Segundo Aniversário, 1910-2012






O Professor, o Estadista, o Embaixador...”, é um blogue, dedicado ao Professor Dr. Duarte Leite Pereira da Silva, um dos estadistas republicanos pioneiros e obreiros da Implantação da República em Portugal.

Nesta publicação especial, com caricaturas daquele antiquíssimo feito, aclamamos, todos os republicanos portugueses, de todos os tempos, pelo Centésimo Segundo Aniversário, da República Portuguesa, que hoje se celebram.
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 Definições:
República

Definições:
(latim respublica, domínio do Estado, a coisa pública, governo, administração pública)
s. f.

1. Coisa pública; governo do interesse de todos (independentemente da forma de governo).

2. Forma de governo em que o povo exerce a soberania, por intermédio de delegados eleitos por ele e por um certo tempo.

3. Estado que adoptou .adotou.adotou essa forma de governo.



terça-feira, 2 de outubro de 2012

Solar "Casa de Vila Pouca" - Meinedo, Lousada


O Solar da “Casa de Vila Pouca” – Meinedo, Lousada, (em seis fotos)

 
TRASEIRAS - Foto do Solar da Casa de Vila Pouca
Meinedo, 1962

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Seguem-se "FRENTES" - (Fotos 5) - Imagens parciais do Solar da Casa de Vila Pouca
Meinedo, 2007 
1
 

 

3
 
 
5


O Solar da “Casa de Vila Pouca” – Meinedo, Lousada, (texto)
 
Aqui morou, o Professor Dr. Duarte Leite Pereira da Silva e esposa, Maria Eulália Falcão Leite, casa onde esta nasceu e faleceu, que havia pertencido aos seus pais. (Imagens acima publicadas).
De início, apresento um antigo foto, que é do Verão de 1962, onde se vê o aspecto que apresentava então, as traseiras do edifício, em apreciação, conforme descrições no texto abaixo descrito.
Os cinco fotos posteriores, acima representados, são de 09/09/2007, documentam as duas fachadas exteriores principais, frentes geminadas, do solar denominado,  “Casa de Vila Pouca”, localizado em Meinedo - Lousada.
Tais fachadas, geometricamente, apresentam a forma de “L” invertido.  A fachada maior tem oito janelas e a fachada menor tem quatro janelas, com uma porta de serviço, no centro de ambas, dotada de pátio e de escadaria, que dava acesso ao Terreiro da Tílias.
           Nessa escadaria, actualmente vêm-se, as grades de ferro que a ladeiam, mas antigamente não se viam, pois estavam revestidas de arbustos de buxo, sempre bem cuidados pelo jardineiro, que os podava amiúde, de modo que, o topo dos mesmos, apresentava uma forma arredondada. No primeiro degrau, rente ao solo, em ambas as extremidades, existia um “limpa solas do calçado”, em chapa, posição vertical côncava, cravada no degrau.
No piso de baixo:
- Na fachada maior, junto ao solo, mais ou menos ao centro, vê-se um arbusto…  Aí, por detrás deste, existe uma porta cuja funcionalidade era apenas um acesso cómodo e rápido à adega (com lagares, prensa e tonéis de grande capacidades) e era por aquela porta que entravam as uvas directamente para o ralador de uvas, inicialmente manual, posicionado sobre um dos lagares.
- Na fachada menor, a porta que se vê do lado esquerdo da escadaria, a nível do rés-do-chão, dava acesso ao sector da “chauffage”, sistema de aquecimento central, que consumia carvão mineral. Do mesmo modo, do lado direito, eram as tulhas, onde era armazenado o milho e outros cereais, provenientes das rendas, pagas pelos caseiros rendeiros.
Esta construção, de data desconhecida, é do século XIX, ou anterior.
          Noutros tempos, (Anos 40 e seg.tes, Séc. XX), as paredes, deste solar, estavam rebocadas e a cor predominante, da sua pintura, era o amarelo. Daí, também ser conhecida, a Casa de Vila Pouca, pela Casa Amarela.
 


sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Meinedo, Casa de Vila Pouca - O Vauxhall, a garagem e o alambique

 
 
 


Meinedo, Casa de Vila Pouca - O automóvel, a garagem e o alambique

 

 Nestas imagens, pretende-se recuar aos anos 40, 50, 60, do Séc. XX, para numa breve síntese explicar o que representavam os bens acima publicados, que são visualizados, nestas imagens.

            O automóvel, da marca VAUXHALL, modelo A12, que se vê na foto, (O Vauxhall, aqui representado, é apenas imagem de amostragem, para comparação), do veículo, daquela marca e modelo, de cor preta, que foi utilizado, nos anos 40 (séc. xx) e seguintes, pelo Professor Dr. Duarte Leite, (até ao fim dos seus dias) e por familiares, sabendo-se que este veículo, ainda continuou ao serviço, pelo menos, por mais duas décadas.

            Um dos condutores que conheço, actualmente com 85 anos, (sobrinho do anterior chauffeur, que deixou a condução por ter passado a exercer funções de feitor), disse-me, que conduziu o VAUHXALL, por longo período, logo após seu tio ter passado a exercer funções de feitor. Acrescentou que, havia existido, antes do Vauxhall, um carro que foi trazido do Brasil, em 1931, quando do regresso a Portugal, do Dr. Duarte Leite, por aposentação do alto cargo de embaixador, naquele país, cuja marca (?) era desconhecida. Porém dizia-se, que a montagem e ou, o fabrico, era de origem brasileira e que, relativamente à marca, era alcunhado de o “cachambeque”.

Quanto ao prédio constituído por dois pisos, que as três fotos documentam, foi destinado a garagem, (designada por “garagem nova”), com alojamento na parte superior, dotado de dois quartos e com quarto de banho, para o “Chauffeur” e para o Feitor.

As funções do feitor, na Casa de Vila Pouca, correspondiam a encarregado geral das actividades agrícolas e do pessoal da casa, com poderes de fiscalização e de promover a entre ajuda, dos rendeiros das quatro quintas, (Casas de habitação,  anexos, matas e terrenos), que lhes foram confiadas, mediante o pagamento de uma renda anual, no Outono, (pelo S. Miguel), em géneros agrícolas.

Tais quintas, sob a tutela da Casa de Vila Pouca, designadas por: “Vila Pouca”,Portelada”,  “Lages” e “Paredes”, nesta sequência, são todas contíguas, desde os dois moinhos, também estes da Casa de Vila Pouca, localizados, junto da Ponte de Casais (rio Sousa), até às proximidades da Capela de Santa Ana, a norte, no lugar de Romariz – Meinedo, zona limite com a vizinha freguesia de Boim, do concelho de Lousada.

Notas finais:

1.     Actualmente, as quintas de Lages e a de Paredes, já não pertencem ao clã da Casa de Vila Pouca, pertencem à conceituada Quinta da Aveleda, SA, sediada em Penafiel.

2.     No foto nº. 1, do ano 2007, vê-se, à direita, a existência duma repartição anexa, de um só piso. Aí funcionava um alambique para transformação de bagaço vinícola, em aguardente. Algumas vezes assisti ao seu interessante funcionamento.

3.    – Na foto nº. 1A, vê-se a janela sobre a porta da garagem que, a trepadeira, “ERA”, na Foto nº. 1, esconde. Neste foto, vêm-se também, à esquerda, uma fila de tílias, (são seis, mas não estão todas visíveis, neste foto), que dão nome àquele terreiro e ainda ao fundo, vê-se, o parque das carvalheiras.

4.    – Na foto nº. 2, do ano 2007, vê-se a fachada lateral do prédio garagem e as escadas de acesso ao piso de cima.


sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Duarte Leite e as tertúlias de portuenses famosos


Duarte Leite e as tertúlias de portuenses famosos
Séc. XIX e XX

Local preferencial, o Café Camacho e a Praça Nova… (Porto)

Transcrição:

O CAFÉ CAMACHO, na Praça de D. Pedro, (também designada por Praça Nova e actualmente por Praça da Liberdade - Porto), fundado em 1870 foi ampliado e transformado em 1880. Existiu até 1917

Foi no CAMACHO que nasceu a corrente literária denominada por Nefelibatismo de que António Nobre foi figura destacada.

            Foram também assíduos frequentadores do CAMACHO: Sampaio Bruno, Alexandre Braga (Filho), Alfredo Magalhães (que viria a ser Presidente da Câmara Municipal do Porto), Basílio Teles (Filosofo, Jornalista, Pedagogo), João Chagas (Jornalista), Rocha Vieira (Homem de Ciência), Sá de Albergaria (Humoristas autor de peças de teatro), Joaquim Araújo (Poeta) e o famoso boémio Eduardo Attayett.

             Nos últimos anos do CAMACHO, a frequência já era outra, denominada mais por comerciantes, industriais, banqueiros, médicos e sportsmen.

            Aquilino escreveu:

            Os habitantes do Porto quando abriam a boca, era para pronunciar os nomes dos seus próceres, (1), Junqueiro, Basílio, Bruno, Duarte Leite. De olhos admirativos viam-nos no cenáculo do Camacho, depois desamarrarem dali para a Praça Nova, onde prosseguiam deambulando até altas horas, o debate animado ou o colóquio vicioso.

            Esta Praça é que foi a verdadeira Universidade, não apenas do Porto, mas de Portugal. Daí saiu a geração que contribuiu em boa parte para fazer a República e que arejou as Letras e sobretudo a Pedagogia, impregnadas ainda de miasmas

(1)   Próceres: -  Significa os grandes de uma nação, os principais cidadãos dum estado.


- Transcrição parcial dum excerto da imagem e do texto dum boletim, titulado de “Os Cafés do Porto, da autoria de Maria Teresa Castro Costa.  - Link: - http://www.apha.pt/boletim/boletim2/pdf/CafesDoPorto.pdf

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Rua do Professor Duarte Leite - Político, Historiador e Diplomata

clique imagem

Foto testemunho da localização da Rua do Professor Duarte Leite, onde se lê:
POLÍTICO, HISTORIADOR E DIPLOMATA
1864 - 1950

PORTO


Em homenagem, ao Dr. Duarte Leite, a Câmara Municipal do Porto, atribuiu o seu nome, a uma rua desta cidade, sob a toponímica: RUA DO PROFESSOR DUARTE LEITE.
Trata-se duma rua paralela, situada entre a Rua de Costa Cabral e a Avenida Fernão de Magalhães, tendo início na Rua Dr. António Coelho e vai terminar na Rua de Santa Justa. A numeração, “isto é, os números de polícia”, actualmente, vão desde o número 12, até ao número 411.

Geograficamente, esta rua é em forma de um Z, (com a particularidade de as extremidades do seu percurso, serem longas e a parte central ser curta - "imagem acima"). Possui algumas árvores num dos trechos e prédios modernos, desde 4, até um máximo, de 10 pisos.

Esta rua, localiza-se numa zona habitacional, próxima da Universidade Lusíada e a cerca de 1200 metros do Estádio do Dragão.